
Planejamento Tributário: como reduzir impostos de forma legal em 2026
Com o avanço da Reforma Tributária (Lei Complementar 214/2025) e as mudanças previstas na tributação do lucro (Lei 15.270/2025), o planejamento tributário deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade estratégica para empresas que desejam manter competitividade em 2026.
Reduzir a carga tributária de forma legal não significa buscar atalhos ou soluções “milagrosas”. Pelo contrário: trata-se de tomar decisões conscientes, amparadas pela legislação, evitando riscos fiscais e garantindo sustentabilidade ao negócio.
Planejamento tributário não é evasão fiscal
É importante deixar claro: planejamento tributário é totalmente diferente de evasão fiscal.
Enquanto o planejamento atua dentro da lei, organizando operações para pagar apenas o imposto devido, a evasão envolve práticas ilegais, que expõem a empresa a autuações, multas e prejuízos reputacionais.
Um bom planejamento começa pelo conhecimento das regras aplicáveis ao negócio e pela análise detalhada da operação como um todo.
Reforma Tributária: olhar para dentro da empresa
Com a Reforma Tributária do Consumo e as mudanças na tributação do lucro, as empresas precisam olhar para dentro e revalidar suas estratégias. Alguns pontos que merecem atenção:
- Revisão da cadeia de fornecedores, avaliando impactos tributários e créditos;
- Reavaliação da precificação, considerando novos tributos e margens;
- Análise dos processos internos, garantindo correta apuração e aproveitamento de créditos;
- Adequação dos sistemas e rotinas fiscais às novas regras.
Embora o ano de 2026 ainda seja um ano de teste para a implantação gradativa dos novos tributos (CBS, IBS e IS), decisões estratégicas influenciam diretamente o valor dos tributos pagos e exigem planejamento antecipado.
O Simples Nacional nem sempre tem a menor carga tributária
Um dos erros mais comuns é assumir que o Simples Nacional é sempre a opção mais vantajosa. Dependendo do faturamento, da margem de lucro, da folha de pagamento e do tipo de atividade, regimes como Lucro Presumido ou Lucro Real podem resultar em menor carga tributária.
A escolha do regime deve ser feita com base em simulações e projeções, e não apenas por conveniência ou hábito.
Governança corporativa e atuação preventiva
Boas práticas de governança corporativa, aliadas a uma assessoria fiscal que atue de forma preventiva, fazem toda a diferença. Isso inclui:
- Cumprimento correto das obrigações acessórias;
- Organização e confiabilidade das informações contábeis;
- Antecipação de riscos fiscais;
- Apoio na tomada de decisões estratégicas.
Mais do que calcular impostos, a empresa contábil passa a exercer um papel consultivo, ajudando a empresa a crescer de forma estruturada e segura.
Conclusão
Reduzir impostos de forma legal em 2026 exige planejamento, análise e decisões bem fundamentadas. Empresas que se antecipam às mudanças, revisam suas estratégias e contam com apoio técnico especializado tendem a pagar menos impostos, com mais segurança e previsibilidade.
O planejamento tributário não é um custo, mas um investimento na saúde financeira e na longevidade do negócio.
